quinta-feira, 30 de junho de 2011

My Africa

video


Ola meus amigos que acompanham e apreciam este blog!
Primeiramente, gostaria de pedir minhas sinceras desculpas por passar todo este tempo sem postar, mas por fim pude fazer isto, com um pequeno video, que contem algumas fotos que eu tive a oportunidade de capturar em Mocambique.

No momento ja nao me encontro mais em Mocambique, meus 06 meses de projeto naquele maravilhoso pais se encerraram. Estou por um periodo na Inglaterra, na escola onde fazemos este curso para nos voluntariar, assim passando minha experiencia e mostrando aos que estao na preparacao o que pode ser feito em Africa ou India, e que tudo esta em nossas maos, toda mudanca depende de nossos esforcos.

No mais, quero apenas agradecer a todos que participaram do Blog e dizer que futuramente eu possa voltar a colocar outros posts de acordo com as situacoes que irao ser encontradas daqui para frente. =)

Obrigado!
Paulo Marcos Borges Filho

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"O Dia do Reconhecimento Cultural e Planitio de Árvores"


Evento realizado em Moçambique, na provincia de GAZA, na vila de Nwachicoluane, proximidades de Chókwe, na EPF - Escola de Professores do Futuro / GAZA. Foram plantadas árvores frutíferas do tipo Tangerineira, Larangeira, Ateira, Cajúeiro, Coqueiro, Mangueira e Abacateiro além de Eucalípto e outras árvores para ornamentação. Num total foram plantadas 500 mudas. Participaram do evento os responsáveis das Escolas Primárias que a EPF trabalha lado a lado, além da comunidade, os próprios estudantes e docentes da instituição, alcançando cerca de 300 pessoas.


Foi um grande evento! A alegria foi contagiante, era fácil identificar nos rostos dos participantes a satisfação pelo evento, que com toda certeza, ficará na memória da EPF, com muitas apresentações culturais preparadas pelos estudantes e motivação na hora do plantio - ENO TREE PLANTING DAY (Rede global para Sustentabilidade do planeta) realizado à convite da Escola Dinorá, Brasil. A Escola Dinorá também participará do plantio junto à outras escolas em mais de 150 países.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Momento de Estudo


Estudantes da EPF – Escola de Professores do Futuro, em momento de estudo, com atividades em grupos e preparações para a semana de exames, onde vão poder colocar a prova seus conhecimentos e o nível em que se encontram em relação a toda a preparação para serem futuros professores.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mulher Moçambicana


Dia 07 de Abril é o dia marcado para homenagear todas as Mulheres Moçambicanas (Dia da Mulher Moçambicana).

Como homenagem, posto um poema escrito por um estudante da Escola de Professores do Futuro - EPF, um futuro professor, Vasco Matsinhe, um moçambicano oriundo da província de GAZA, que por estas singelas palavras, faz a sua reverência a todas a mulheres moçambicanas, merecedoras de títulos de bravura.


Mulher Moçambicana

Tu és a flor mais linda do planeta,
Que brilha ao nascer do sol de cada dia.
Tu és, a riqueza Moçambicana,
Lutadora, corajosa, batalhadora e guerrilheira.

Mulher Moçambicana

A felicidade de todos os homens,
Tu és a raiz de uma família.
Mulher educadora, mãe dos sábios,
Seu sorriso encantador é motivador.

Mulher Moçambicana

Trabalhadora incansável,
Negra chocolate, capulana e lenço,
É a sua identidade!

Tu és Mulher Moçambicana!
Uma estrela na noite de luar,
É a pérola da África.



Autor: Vasco Matsinhe

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Batique


Uma técnica de pintura que dá a oportunidade para muitos tirar o seu sustento, e trabalharem dignamente apenas com esta arte. Estas pinturas são bem famosas, e alguns dizem que Moçambique, é o único país, em relação à África Austral, que faz estas pinturas, tendo desta maneira, uma maior característica como uma arte Moçambicana.

Encontra-se em diversos tamanhos, mas o mais tradicional é o de 20 cm X 50 cm (aproximadamente), em uma tira de tecido vertical. Mas existe Batiques com a extensão aproximada do tamanho de uma parede.

As cores utilizadas são marcantes e fortes, o que faz com que estas pinturas criem uma espécie de “referência” africana, com todo seu colorido já conhecido.

domingo, 3 de abril de 2011

A que vim…


Para os que não me conhecem ainda, sou Paulo, um goiâno formado pela PUC-GO em Relações Internacionais, e que procura por meio de uma “aventura internacional” descobrir novos caminhos e horizontes, adquirir novas experiências e conhecimentos, conhecer novas pessoas e fazer novos amigos.

Me formei no ano de 2009/2, e logo em seguida decidi participar de um programa de voluntário, motivado pela grande experiência internacional que eu poderia adquirir, por um amigo – Hélio – que também estava motivado com a mesma ideologia, e logicamente, descobrir um “novo mundo” (para muitos velho), com muitas possibilidades de ajudar e incrementar na vida de algumas/muitas pessoas neste mundo a fora.

Descobrimos uma ONG, Humana People to People, que recruta voluntários para trabalharem em muitos de seus projetos na África e Ásia. Antes de se direcionar para algum de seus projetos, o voluntário deve passar por um curso preparatório em uma escola, de várias, para ser um DI – Development Instructor (Instrutor de Desenvolvimento). Escolas como na Dinamarca, Noruega, EUA, Inglaterra, entre outras, eu me juntei, por um período de 10 meses, no curso da escola Inglesa – CICD (College for International Co-operation and Development), terminando o curso em Dezembro de 2010, em seguida vim para Moçambique.


Aqui em Moçambique trabalho no projeto da EPF – Escola de Professores do Futuro, no qual são estudantes, em média de 18 a 30 anos de idade, que serão formados em um período de 1 ano para serem professores primários em Moçambique. Moro em meio a uma pequena comunidade, de aproximadamente 1000 famílias, e isto me faz vivenciar situações diárias da realidade de pobres famílias em Moçambique (nesta região), mas me faz ver, também, o quão feliz este povo é, e como eles podem se alegrar com pequenos e simples gestos.

. . . A professora Rosa, eu a conheci através do Projeto Mão na Terra, eu havia visitado o blog e me interessei pelo trabalho realizado na Escola Dinorá, me senti a vontade para tirar algumas dúvidas sobre cultivo de hortaliças e pedir alguns materiais. Em seguida, com trocas de algumas informações, resolvemos construir juntos um projeto e mostrarmos reais informações sobre África – Moçambique, diferentemente do que vemos nos jornais e noticiários atualmente, quebrando paradigmas criados pela mídia, que descrevem África por simples, mas fortes palavras; Morte, Doenças, HIV, Fome, Tragédias.

Desta maneira surgiu o Green Muntu, um projeto com intuito de colocar, inicialmente, estudantes brasileiros engajados por esta causa, para fomentarmos a realidade Moçambicana, e trabalharmos com projetos culturais e sociais, não esquecendo de garantir a sustentabilidade ambiental com projetos voltados à real necessidade mundial.

Conheça: Green Muntu

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sonhos . . .


Pessoas sonham, acreditam e realizam. Sonho, aquele no qual objetivamos realizar e nos fazem bem acreditar na possibilidade da concretização deste. Sonho que nos dá força, que nos instiga a viver determinado momento, para logo em seguida podermos chegarmos às proximidades da realização de tal fato.

Todos nós sonhamos, e muitas das vezes, os sonhos estão guardados dentro da mais íntima e secreta parte no interior de cada ser humano. Cada sonho precisa de seu “combustível” para ser efetuado . . .
. . . Assim, precisamos acreditar e fazer com que este sonho possa acontecer, e possa surgir da profundidade secreta e íntima de cada ser, não obstante, “florescer” e dar a graciosidade e o brilho de sua realização ao mundo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ofício: Mamá


Com toda graciosidade, as Mamás moçambicanas tomam conta dos afazeres do dia a dia, trabalhando com responsabilidade e carisma. São estas as verdadeiras “pais de família”, que sempre carregam o fardo de organizar e, por muitas das vezes, “sustentar” a sua família.

Sempre se despertam junto ao sol, que amanhece bem cedo – normalmente às 5 da manhã, e logo começam com a rotina dos trabalhos realizados diariamente pelas mãos calejadas e fortes destas mulheres batalhadoras, de braços fortes, porém, afeições suaves.

Fazem os trabalhos das “machambas” (plantações, hortas), plantam, cuidam, regam, colhem, e em seguida, fazem as vendas das hortaliças cultivadas em seus pequenos pedaços de terra, em um trabalho árduo diário. Além disto, são estas Mamás que cuidam de suas moradias e das crianças, efetivas donas de casa com inúmeras atividades realizadas diariamente.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ação Conjunta


Durante o período da “Matinal”, no qual os estudantes começam trabalhos rotineiros (limpeza, organização …) a partir da 5 da manhã, recebo ajuda de alguns estudantes, que preparam as covas para o plantio de árvores que iremos fazer.

Um trabalho que com o envolvimento de outras pessoas possui maiores resultados, aprendizado e conscientização. Desta maneira, será possível por parte destes futuros professores, ensinarem e motivarem crianças (futuros alunos) a mudarem seus hábitos e serem mais responsáveis para com o meio ambiente.


“Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”

sábado, 12 de março de 2011

Mudas para o Plantio


Como a realidade mundial, Moçambique não encara diferente situação, e depara-se com grande demanda para o plantio de árvores. Certamente, aqui é encontrado uma grande quantidade de árvores nativas em todo o território, muitas reservas e parques, porém, a todo momento árvores são derrubadas e muitas áreas devastadas.

Entretanto, para suprir esta demanda mundial, e valorizar questões ambientais, inicia-se um projeto que acarretará no plantio de árvores, neste caso frutíferas, na escola, na vila e nas regiões próxima. Árvores frutíferas, pelo fato destas fornecerem um benefício a mais, não apenas sombra e lenha como estão acostumados. Algumas mudas já foram adquiridas, mas neste período de Março até Maio, serão feitas outras mudas e ampliada o número de árvores a serem plantadas.

Árvores do tipo cajueiro, laranjeira, tangerineira, mangueira e outros serão plantadas e preparadas para o plantio até o dia 20 de Maio, seguindo a data de plantio mundial de uma Organização Finlandesa, ENO – Environment Online, (ENO Brasil) que objetiva atingir uma quantidade de 100 milhões de árvores plantadas em todo o mundo, com o apoio de escolas que se integram a ela com o mesmo objetivo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Voar sem asas…


Somente com este magnífico objeto, o livro, você pode fazer tal façanha. Estes são livros para a biblioteca da EPF (Escola de Professores do Futuro) – Gaza, que contribuem, e contribuirão ainda mais no aprendizado destes alunos, que futuramente, terão a oportunidade de repassar todo o conhecimento adquirido durante toda uma vida de experiências, e por meio de materiais que os garantem contato com o mundo.

Após eu conhecer os responsáveis pela Livraria Escolar Editora em Maputo - Moçambique, que são dois Brasileiros, eu mantive contato com estas admiráveis pessoas, que prezaram e mostraram todo o respeito pelo trabalho que é realizado por nós em Moçambique.

Em sinal de consideração e apoio ao nosso trabalho, fizeram uma importante doação para nossos futuros professores, aos 19 dias do mês de Fevereiro do ano de 2011, dando a oportunidade de enriquecer a biblioteca da EPF – Gaza, e auxiliando na recepção do conteúdo pelos estudantes e dando asas à imaginação destes estudantes.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Yes Boss!


Esta é uma expressão bastante utilizada por alguns aqui em Moçambique. Algumas vezes isto causa alguns constrangimentos, e com eles, um sentimento de indignação.

Usam esta expressão, ou outras singularidades, manifestando estar às ordens e pronto para servir no que for necessário. O grande problema é para quem normalmente direcionam estas expressões, para os “Mulungos” (Pessoas Brancas).

Neste ato percebe-se um imenso sentimento de inferioridade por parte destas pessoas, no qual se colocam a disposição de um “branco” a qualquer momento, para realizar qualquer ação! Isto é possível de se ver quando anda-se pelos mercados ou ruas de algumas cidades maiores.

Uma submissão iniciada a séculos atrás, durante a colonização e atividades como venda de escravos. Um povo “criado a chibatadas”, porém, encontram-se atualmente livres para terem suas próprias escolhas e opiniões, entretanto, não conseguem, ou melhor, ainda não entendem que o desenvolvimento depende apenas deles, indistintamente da cor da pele, assim, caminham acreditando que os “Mulungos” serão os responsáveis pelo desenvolvimento deste país, talvez “Ex-Colonizadores” (que encontram-se em grande escala no território moçambicano), ou pode ser também Sul-africanos …

Bem, cada pessoa possui sua convicção, e esta é o de alguns, apesar de se fazerem de dependentes e se submeterem a algumas explorações por um trabalho (sem generalizar), eles ganham a vida desta maneira, a trabalhar para os “Mulungos”, mesmo que seja na própria África do Sul, sendo explorados nas duras jornadas de trabalho nas Minas. (Sem generalizações, existem muitos que conseguem desenvolver seu próprio trabalho, “Machamba”, Comércio…)

Por meio de uma sociedade mais jovem, percebe-se deferentes maneiras de se ver o futuro, e encontra-se em muitos a capacitação para mudanças. Pessoas estas que estudam e possuem discernimento necessário que lhes darão a oportunidade de fazer algo diferente, não apenas ser submisso a ações já vividas à séculos atrás, e que encontra-se na realidade, mesmo após alguns anos de independência.

Isto deve ser mudado, mas são atitudes que devem ser tomadas pela própria sociedade, como vem a acontecer, porém, são ações que levam tempo para notar-se algum resultado. Em um futuro não muito distante, com toda esta juventude capacitada para tal, as peças no tabuleiro começarão a mudar de posição, e será visto então o verdadeiro povo moçambicano e sua capacidade para criar e mudar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fotos...


Trata-se de una arte, a arte da transformação! A qual transforma pequenos momentos em grandes momentos, em momentos que serão lembrados por muitos ou talvez poucos, momentos tristes, que preferencialmente esquecemos, enfim, esta é a arte de capturar uma imagem, mas não apenas capturar, mas também transformar o perfeito momento entre o real e o irreal, trazer a realidade de momentos não imagináveis anteriormente, aproveitando as oportunidades que a natureza nos oferece quando a fotografamos.

Momentos que talvez fiquem gravados na memória das pessoas, talvez um mês, talvez menos, ou quem sabe uma eterna memória de um momento capturado. Momentos como este são fascinantes para quem consegue capturar uma imagem, para quem consegue ver em uma imagem a importância e o peso de toda uma história de grandes fragilidades e lutas, mas com vitórias alcançadas em uma batalha diária pela vida.

Brincar de fotografar, isto é o que eu costumo fazer. Sei que isto é uma profissão para muitos, e que estes conseguem capturar importantes momentos, perfeitas imagens. Eu, apenas brinco, pelos prazeres adquiridos ao se capturar uma boa imagem. As vezes um sorriso, uma posição, uma situação, enfim, algo que possa marcar um momento.

Gosto de tirar fotografias do que nos rodeia aos montes, a natureza! Sempre tento ser oportunista e capturar algumas imagens e momentos dados por ela. Um por do sol, uma flor e suas cores, a água. No mais, prefiro montar situações, utilizando estes recursos naturais, e mixando estes a outros, como a pessoas por exemplo. Tiro fotos branco e pretas, para mim isto é uma maneira de ver além das cores, vemos a alegria mas a tristeza ao mesmo tempo, vemos o contemporâneo e o arcaico, vemos algo a ser marcado de uma diferente maneira, talvez um momento capturado para ficar na memória, como antigas fotografias branco e pretas (que eram naturalmente desta maneira).

Fotografar é uma arte, e cada pessoa faz a sua, cada pessoa consegue encontrar uma resposta distinta em diversos tipos de artes, e esta não é diferente, também possui respostas e seus significados, de acordo com cada momento capturado e visualizado.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Homem do Campo


Com toda sua simplicidade e humildade, realiza um importante trabalho, talvez, pode ser dito que se trata do trabalho mais importante, principalmente por se referir a um país que se vê em meio a dificuldades alimentares.

Toda a experiência que o Homem do Campo adquiriu durante uma vida inteira trabalhando na “Machamba” (Língua local Changana – significado: qualquer tipo de plantação e hortas), passa-se de pais para filho, de uma maneira que mantenham-se tradições de plantios e manejos de cultivos.

De certa maneira, apesar de todos os conhecimentos já adquiridos durante anos por toda uma família, e muitas práticas, percebe-se que é possível desenvolver algumas técnicas, e fazer com que estas tenham um funcionamento positivo para o cultivo, porém, como trata-se de uma maneira de cultivo vindo de décadas, percebe-se um pequeno receio no momento de desenvolver diferentes maneiras no trabalho, entretanto, sempre há pessoas dispostas a aprender e desenvolver novas técnicas, permitindo assim, a introdução de maneiras mais saudáveis para o meio ambiente e até mesmo o desenvolvimento ou melhoramento de técnicas que já possuem por meio de alguns conhecimentos práticos.

Crianças que apenas aprenderam a andar, logo encontram um brinquedo para se apoiarem, uma enxada! Isto é bem comum em pequenas comunidades, onde a agricultura familiar é a renda adquirida por estes. Crianças já brincam e aprendem como manusear uma enxada, e logo quando estiverem um pouco maiores, se deparam trabalhando no campo. A agricultura familiar depende desta mão-de-obra, e o comércio depende desta agricultura familiar, pois são estes que dão o funcionamento para o mercado de vegetais e frutas, garantindo assim a comida de muitas pessoas. Grandes agricultores produzem em grande escala, mas nem sempre vegetais, na maioria das vezes arroz, milho, produtos que são vendidos facilmente para empresas responsáveis por repassar este alimento.

Embora muitas crianças comecem a trabalhar prematuramente nas “Machambas”, é encontrada também interesse destes pais em garantir os estudos das crianças, e muitas delas frequentam a escola, pelo menos durante o ensino básico. O que deveria ser melhor implementado a estas pessoas, é uma maneira para ser mostrada a estas crianças que a vida não se resume em trabalhar na “Machamba”, que podem ser feitas outras atividades que lhe darão um futuro diferente, talvez melhor, talvez não, tudo depende de esforços.

Apesar de ser visto o lado das crianças, não pode-se esquecer de analisar a importância do Homem do Campo, e sua atividade com a agricultura familiar, trabalho digno, que garante emprego para alguns, comida para muitos e felicidades para todos. Homem do Campo, pai de família, humilde pessoa, trabalhador e merecedor de respeito por todos esforços feitos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Play Ground


Com um simples gesto facilmente se faz a felicidade de uma criança! Crianças estas que caminham 10 quilômetros – aproximadamente – para irem a escola, sem esquecer do retorno a suas casas, mais 10 quilômetros. Quando chegam a suas casas, somente o convencional, um prato de arroz com feijão, ou chima (feita com farinha de milho, um prato típico) com algum molho, as vezes molho de peixe ou frango, mas também pode ser alguns vegetais.

Estas crianças que lutam dia após dia para terem algum estudo e serem alguém na vida. Muitas delas provavelmente não sabem o que farão de suas vidas, pode ser bem provável que nem sabem quantas oportunidades existem a ser seguidas, como fazer uma universidade, conseguir um bom emprego, fazer algo diferente que de costume os outros que vivem neste local fizeram, ou fazem.

Visando zelar pelo direito da criança, no qual todas possuem o direito de brincar, principalmente após uma grande jornada de estudos, com horas de caminhada para ser mais preciso, estas crianças devem encontrar em algum local a segurança e a oportunidade de brincarem e se distraírem um pouco…

Foi feito com outros dois brasileiros, Anna Vespasiano e Felipe Gomes (outros voluntários que estavam aqui também), um Play Ground para estas crianças aqui desta vila, Nwachicoluane, para que elas pudessem encontrar um momento de lazer, e até mesmo para utilizarem deste tempo para encontrarem outras crianças no mesmo local e fazerem novas amizades.


Trata-se de um gesto simples, contudo, algo que felicitou muitas crianças, mesmo até outros moradores da vila, pessoas bem tradicionais, mas que se abrem para a contemporaneidade do mundo, e que ficaram bem agradecidos por estarmos fazendo algo pelas crianças da comunidade.

Foram brinquedos feitos com madeira, mas que precisariam ser feitos com metal, para ter uma durabilidade maior. Estes brinquedos, alguns deles, já vieram a ter algumas danificações, mas a intenção é refazer alguns brinquedos, usando metal, para que possam durar mais, assim também, a intenção é dar uma nova face a este local organizado para as crianças, plantando algumas árvores e flores, para transformar este Play Ground em uma verdadeira praça para todos os moradores apreciarem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Inocência




Quando vista em formas singelas de ações puras e simples de uma criança, exemplificando, é bem gratificante. Um sorriso, um gesto, um movimento, tudo que possa mostrar um ato inocente por parte de uma pessoa, a maneira de falar, as palavras colocadas em uma sentença …

Em Moçambique, como em qualquer parte do mundo, encontramos inocência em pessoas, e em crianças, principalmente, entretanto, esta inocência é ocultada por gestos que adquiriram em fazer, apenas por terem uma má ideia, ou uma má informação…

Quando caminha-se pelas ruas em Moçambique (não generalizando, digo isto as cidades mais turísticas e maiores), logo encontra-se muitas crianças, e logo que vêm um Mulungo (Branco – na língua local Changana), colocam-se a pedir. Sim, mendigar, apenas por saberem, ou terem adquirido uma ideia de que “Mulungo” possui muito dinheiro, e eles estão na África para dar dinheiro para os Negros.

São conceitos formados não por estas crianças, mas pelos pais destas, é formado pelo meio onde elas vivem, pela sociedade moçambicana. Estas crianças não deixam de ser inocentes por cometerem um ato de tão grande discriminação racial. Digo discriminação racial pelo fato de não mendigarem a nenhum negro que na rua esteja a andar, mas no momento em que é visto o “Mulungo”, logo vêm tentar ganhar algo destas “criaturas diferentes” que estão no espaço delas.

Pois como foi dito anteriormente, não generalizo estas ações em todo Moçambique, apesar de serem vistas inúmeras crianças fazendo isto, quando passamos para regiões com menor influência turística, ou com uma menor concentração de população, percebe-se uma grande mudança em relação a este comportamento. Pequenas cidades e vilarejos possuem uma aglomeração de crianças (como em todas as partes), mas aquelas com o verdadeiro espírito de criança, e que não obtiveram nenhuma informação anteriormente de como agir com o “Mulungo”. São naturais, obviamente não completamente, pois tratam-se de pessoas completamente diferente delas, mas são, de certa maneira, verdadeiras e inocentes em suas ações, apenas visando chamar a atenção, dizer um “Olá!”, ter um aceno, ou até mesmo alguém para com elas brincar!

Através destas “imagens” eu acredito ainda existir soluções para problemas relativamente inacabáveis. HOPE – Esperança, esta é a palavra que brilha em cada olhar destas crianças. É o pequeno grande futuro deste país, que desenvolverá durante anos, vindo da educação e conhecimentos maternos mais justos, e com menos preconceito perante eles mesmos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hey You




Hey you
Out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?

Hey you
Standing in the aisle
With itchy feet and fading smile
Can you feel me?

Hey you
Don't help them to bury the light
Don't give in, without a fight

Hey you
Out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?

Hey you
With your ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?

Hey you
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home

But it was only, fantasy
The wall was too high, as you can see
No matter how he tried, he could not break free
And the worms ate into his brain

Hey you
Out there on the road
Always doing what you're told
Can you help me?

Hey you
Out there beyond the wall
Breaking bottles in the hall
Can you help me?

Hey you
Don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall




Pink Floyd
Composição: Roger Waters

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pré – Conceito.



Quando se pergunta para alguma pessoa, você é preconceituosa? Logo ouve-se um não como resposta. Mas no mundo em que vivemos, completamente dominado pelas vias de informações, havendo uma imensa manipulação em noticiários e imagens de todo o mundo, eu acredito que todos nós somos pré-conceituosos.

Sim, estou falando de conceitos Pré formados, no qual deduz-se como obvio uma certa coisa, ou acredita-se no que é dito e escrito, fazendo uma grande imagem a respeito de algo, muitas vezes falsa, deturpando a real imagem, o real simbolismo, o verdadeiro carácter estimado por tal.

Isto é o que eu encontrei aqui em Moçambique. Uma imagem completamente diferente de “África” da qual é encontrada nos noticiários e reportagens, que dizem e mostram apenas grandes misérias encontradas neste continente. Fome, Sede, Doenças, Falta de Saneamento, pessoas morrendo por toda a parte, pessoas sem instrução. Isto é o dito na grande parte da Mídia internacional, isto é o que muitas pessoas acreditam, pessoas estas, que como grande percentagem mundial, não possuem oportunidades para vivenciar e ver de perto a real situação do que é dito pelas vias de informação!

Diferentemente do que ouvimos ser dito, quando estamos aqui, pode-se ver que há saneamento, há comida, há água, há pessoas instruídas dispostas a trabalhar e há doenças (mas para tudo existe sua maneira de ser evitada). Com grande certeza digo que existe, mas não é algo concedido a todos. Refiro-me a grandes cidades (sim, eles possuem grandes cidades), como Maputo, no qual podemos encontrar saneamento básico, serviços de coleta de lixo, ou seja, de certa maneira serviços que algumas pessoas nunca pensaram em encontrar em África, pois é isto que é dito por inúmeras pessoas (apenas latrinas no meio do mato sem condições alguma de uma vida um pouco humana – digo, não o fato de terem apenas latrina significa não ter uma vida humana), no qual fazem com que estas imaginem África como o pior lugar para se viver em todo o Mundo.

Meu primeiro contato aqui em Moçambique foi em Maputo, e infelizmente ou felizmente, não me senti em África. Por todas estas razões, onde encontramos grandes movimentações de carros (carros de luxo até), pessoas trabalhando e se esforçando para ganharem o “pão de cada dia”, prédios e construções que mostram o desenvolvimento chegando a cidade, enfim, tive uma outra imagem da África – ao menos desta parte da África, no qual havia se formado durante anos estudando, lendo e ouvindo inúmeras coisas serem ditas a respeito da África. Tive a conclusão que aparentemente eles não sabem de tudo que existe, ou tudo que dizem sobre África, ou aparentemente, eles tentam esquecer tudo e tentar viver a vida dia após dia, pois sabem que a vida não para, e a “luta” deve continuar.

Na verdade, não tive grandes conclusões a respeito disto ainda, pois tudo aqui parece ser diferente, parece ser uma grande Universidade, na qual você aprofunda-se em conteúdos estudados no Ensino Médio e descobre fatos completamente diferentes do estudado anteriormente, talvez esta seja a grande Universidade da Vida, e eu tenha apenas que entender isto!

O Pré – Conceito também existe por parte deles, brevemente falando, quando digo que sou do Brasil, logo escuto: “Muito violento aquele país!”. Acreditam que no Brasil 90% é criminalidade. Mas sabem por que eles pensam assim? Os telejornais brasileiros que são transmitidos aqui mostram apenas isto, violência, morte, assalto, trânsito, acidentes, enfim, apenas os lamentáveis fatos ocorrido em nosso país. Mas este pode ser um outro assunto a ser discutido!